3º Andar, Parque Tecnológico Ambiental de Longshan, Distrito de Zhangqiu, Jinan, Shandong, China [email protected]
À medida que a China se prepara para implementar as Normas Revisadas de Qualidade do Ar Ambiente em 1º de março de 2026, o setor de controle de emissões industriais está entrando em uma nova fase de gestão da poluição do ar mais profunda e abrangente. Nesta edição da Série de Interpretação de Políticas da MirShine Environmental, a Professora Guiqin Zhang, especialista principal do Instituto de Pesquisa Ecológica MirShine e orientadora de mestrado na Universidade de Construção de Shandong, compartilha suas análises profissionais sobre as implicações das normas revisadas e sobre a direção futura de desenvolvimento da tecnologia de dessulfurização de gases de combustão baseada em amônia.
Com décadas de experiência em ciência ambiental atmosférica e pesquisa sobre controle da poluição do ar, a Professora Zhang realizou estudos extensivos sobre tecnologias de tratamento de gases de combustão de carvão e sobre o desenvolvimento de políticas ambientais. Sua análise fornece orientações valiosas às empresas industriais que buscam conformidade duradoura com regulamentações ambientais cada vez mais rigorosas.
Uma das mudanças mais significativas introduzidas nas normas revisadas de qualidade do ar ambiente é o endurecimento do limite anual de concentração de PM2,5, de 35 μg/m³ para 25 μg/m³.
Segundo o Professor Zhang, esse ajuste representa muito mais do que uma simples revisão numérica. Ele reflete a transição da China do controle convencional da poluição para uma fase mais profunda e refinada de gestão da qualidade do ar.
“Cada endurecimento das normas ambientais exige um avanço correspondente nas tecnologias de controle de emissões industriais”, explicou o Professor Zhang. “Para setores como o processamento químico do carvão, a geração termelétrica e a produção de coque, simplesmente atender aos limites atuais de emissão já não é mais suficiente. As empresas devem adotar tecnologias inovadoras capazes de se adaptar a futuros desenvolvimentos regulatórios.”
À medida que os governos continuam a buscar ar mais limpo e menores concentrações de partículas, espera-se que as instalações industriais enfrentem um escrutínio crescente tanto em relação às emissões de poluentes primários quanto às de poluentes secundários.
Embora as tecnologias convencionais de tratamento de gases de combustão tenham obtido progressos significativos no controle do dióxido de enxofre (SO₂), dos óxidos de nitrogênio (NOₓ) e da matéria particulada filtrável, o Professor Zhang enfatizou que o setor deve prestar maior atenção a dois poluentes frequentemente negligenciados: o escape de amônia e a matéria particulada condensável (CPM).
Esses poluentes são cada vez mais reconhecidos como contribuintes críticos para a formação de PM2,5 secundária e podem se tornar fatores-chave na conformidade ambiental futura.
Nos sistemas de desnitrificação SCR e nos processos convencionais de dessulfurização úmida, a amônia não reagida pode escapar junto com os gases de combustão. Uma vez liberada na atmosfera, a amônia pode reagir com dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio e outros compostos ácidos, formando aerossóis secundários, como sulfato de amônio e nitrato de amônio. Essas partículas finas são importantes contribuintes para a poluição ambiental por PM2,5.
A matéria particulada condensável representa um desafio adicional. Diferentemente da matéria particulada convencional, a MPC existe principalmente na forma gasosa na corrente de gases de combustão e, muitas vezes, é difícil de ser capturada por equipamentos padrão de coleta de poeira. Após ser descarregada pela chaminé, esses compostos gasosos esfriam e condensam na atmosfera, formando partículas sólidas ou líquidas finas que contribuem diretamente para as concentrações de PM2,5.
A professora Zhang observou que, mesmo instalações que demonstram desempenho excelente nas emissões convencionais de partículas podem ainda enfrentar dificuldades para alcançar uma redução significativa de PM2,5 caso as emissões fugitivas de amônia e as emissões de material particulado condensável (CPM) não sejam adequadamente controladas.
Ela destacou ainda que as autoridades regulatórias já introduziram metodologias de ensaio e normas de emissão voltadas especificamente a esses poluentes. A fiscalização ambiental está gradualmente se expandindo do controle tradicional de poluentes para uma gestão abrangente de poluentes.
Para as empresas industriais, o investimento proativo em tecnologias de controle de poluentes secundários está se tornando, ao mesmo tempo, um requisito de conformidade e uma vantagem competitiva.
Com base em sua análise política, a professora Zhang examinou o papel da tecnologia de dessulfurização baseada em amônia no âmbito do quadro regulatório em evolução.
Diferentemente dos processos tradicionais de dessulfurização, a dessulfurização de gases de combustão baseada em amônia utiliza amônia como agente absorvente, oferecendo ainda o potencial de controle simultâneo do dióxido de enxofre, da fuga de amônia e das partículas condensáveis por meio de um projeto otimizado do sistema.
Por meio de estruturas patenteadas de equipamentos e parâmetros de processo cuidadosamente projetados, os sistemas de dessulfurização baseados em amônia conseguem realizar o controle de múltiplos poluentes sem exigir instalações extensas adicionais de tratamento final.
Dados operacionais de projetos nos setores químico-coal, termelétrico, siderúrgico (coqueificação) e de materiais avançados demonstram excelente desempenho ambiental. Nessas aplicações, as concentrações de fuga de amônia permaneceram consistentemente muito abaixo do limite regulatório de 3 mg/m³, enquanto as emissões de partículas condensáveis também atingiram níveis líderes no setor. 
O professor Zhang enfatizou que a tecnologia oferece significativas vantagens econômicas, além de seus benefícios ambientais.
Primeiro, a dessulfurização à base de amônia opera sem gerar efluentes líquidos de dessulfurização, eliminando os investimentos de capital e os custos operacionais associados ao tratamento de águas residuais e aos sistemas de descarga zero de líquidos.
Segundo, o processo converte dióxido de enxofre em sulfato de amônio, um produto fertilizante valioso que pode ser comercializado, permitindo a reciclagem dos recursos de enxofre e gerando tanto benefícios ambientais quanto econômicos.
Olhando para o futuro, a professora Zhang acredita que o endurecimento dos padrões de PM2,5 redefinirá fundamentalmente o cenário competitivo do controle de emissões industriais.
“O futuro do tratamento de gases de combustão não será mais definido simplesmente pela capacidade de uma empresa de atender aos padrões de emissão”, explicou ela. “O verdadeiro desafio será atingir a conformidade com menores impactos ambientais e maior eficiência econômica.”
A capacidade de controlar eficazmente o escape de amônia, as partículas condensáveis, o dióxido de enxofre e outros poluentes emergentes tornar-se-á um indicador-chave do avanço tecnológico.
Dados recentes de monitoramento provenientes de projetos de dessulfurização à base de amônia reforçam ainda mais essa conclusão. 
As concentrações medidas de SO₂, NOₓ e material particulado atenderam consistentemente aos requisitos de emissões ultra-baixas.
As concentrações de material particulado obtidas por meio de amostragem em túnel de diluição, incluindo tanto o material particulado filtrável (FPM) quanto o material particulado condensável (CPM), permaneceram abaixo de 5 mg/m³. Os resultados foram apenas 0,2–0,5 mg/m³ superiores aos obtidos pelos métodos convencionais de medição gravimétrica e por radiação beta, indicando níveis extremamente baixos de CPM.
Ao mesmo tempo, as concentrações de amônia permaneceram abaixo de 2,0 mg/m³, significativamente inferiores ao limite regulatório de 3,0 mg/m³, demonstrando a eficácia das estratégias de controle preciso da injeção de amônia.
Como principal fornecedor de soluções de dessulfurização à base de amônia, a MirShine Environmental desenvolveu tecnologias proprietárias voltadas para o controle coordenado do escape de amônia e das partículas condensáveis.
Por meio de anos de prática de engenharia em múltiplos setores, a MirShine acumulou ampla experiência em auxiliar clientes a atingir emissões ultra-baixas, ao mesmo tempo que melhora a eficiência operacional e o desempenho ambiental.
A rota tecnológica da empresa está alinhada de forma estreita às futuras tendências regulatórias e à crescente demanda por gestão abrangente de poluentes.
No futuro, a MirShine continuará investindo em inovação tecnológica e em soluções práticas de engenharia, apoiando setores industriais em todo o mundo na consecução de emissões mais limpas, maior eficiência no uso de recursos e metas de desenvolvimento sustentável.